Supremo Condena quadrilha Petista mensaleira por 6 x 4

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Estamos atualizando nosso cadastro de políticos que possuem sua fichinha mais suja que pau de galinheiro. Também disponibilizaremos a lista de quem falta mais às sessões e comissões, uso de verbas indenizatórias, doações e patrimônio dos políticos. Aguardem.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

VENEZUELA NO MERCOSUL, SERÁ QUE VAI?

A Comissão de Relações Exteriores aprovou por 12 votos a 5 o ingresso da Venezuela no Mercosul. O parecer da comissão vai agora ser votado pelo plenário.

Existem opiniões contra e a favor da entrada da Venezuela, escolhi dois textos que são bem claros, cada um com sua opinião.

O primeiro é do Blog do Anselmo cujo título é: "Até oposição a Chaves quer Venezuela no Mercosul"

Até Ledezma, oposição a Chavez, quer Venezuela no Mercosul;

Só os tucanos não querem: eles jogam contra o Brasil?

Estive na Venezuela duas vezes, nos últimos 3 anos.

No fim de 2007, acompanhei como jornalista o referendo em que Chavez tentou aprovar uma ampla reforma constitucional: ele queria incluir o tema do socialismo na Constituição venezuelana. Perdeu. E aceitou o resultado.

Depois do referendo, passei mais uma semana em Caracas, produzindo reportagens especiais para a TV Record, ao lado do cinegrafista Josias Erdei. Numa delas, mostramos o funcionamento da rede Mercal. Trata-se de uma enorme rede de mercados estatais, que vende produtos a preço subsidiado.

O maior Mercal de Caracas fica dentro do "Forte Tiúna" - local do comando do Exército venezuelano. Lá, vimos a movimentação impressionante de caraquenhos à espera da hora certa para levar sua cesta de produtos.

Duas coisas me chamaram atenção:

1) não havia tumulto, apesar da fila gigantesca; várias pessoas me disseram - "para que os pobres possam comprar mais barato, é preciso ter paciência, porque há muitos pobres em Caracas"; ou seja, a fila era vista como uma contingência;

2) a maior parte dos produtos à venda era de origem brasileira; mostramos isso na reportagem - carne, frango, grãos... tudo importado do Brasil.

Na época, fiquei imaginando quanto os empresários brasileiros estavam ganhando na Venezuela.

E esse é o ponto que me interessa aqui. As empresas brasileiras (de alimentos, mas também as construtoras, nas obras públicas) ganham dinheiro a rodo na Venezuela. Parte da imprensa brasileira grita contra a Venezuela, mas o país de Chavez é um bom parceiro comercial para o Brasil.

Do ponto de vista estratégico, parece-me absurda a tática da oposiçao brasileira, que tenta vetar a adesão da Venezuela ao Mercosul. Tasso Jereisatti (PSDB-CE) apresentou parecer na Comissão de Relações Exteriores do Senado, vetando a entrada. O parecer ainda vai a voto. A oposição acha que - se impedir a entrada da Venezuela - estará impondo uma derrota a Lula. Pensamento torto. Burro.

Até a oposição a Chavez, na Venezuela, quer o país no Mercosul.

Antonio Ledezma é um opositor ferrenho de Chavez. Ganhou recentemente a eleição para governar Caracas; seria o equivalente ao cargo de governador da região metroplitana, porque lá existem vários municípios na capital, cada um com seu "prefeito"; acima deles, há o "governador". Ledezma ocupa esse cargo estratégico. E é da oposição.

Pois bem. Ele esteve no Brasil esta semana, visitou vários jornais (claro, os jornais brasileiros são grandes parceiros da oposição venezuelana) e advinhem o que ele falou ao "Estadão"? Disse que o Brasil precisa apoiar a entrada da Venezuela no Mercosul. O argumento dele é muito inteligente. Confiram. A reportagem está aqui - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ledezma-fui-vitima-de-um-golpe-de-estado-de-chavez,447211,0.htm .

Ou seja: a oposição brasileira é tão mesquinha, tão equivocada, que nesse ponto até a oposição venezuelana é mais avançada.

Venezuela (com Chavez ou sem Chavez) no Mercosul significa Mercosul mais forte.

Mercosul mais forte signifca América do Sul mais estável, e significa Brasil mais forte.

Mas a oposição brasileira não quer Brasil mais forte. Parece mais ocupada em ser despachante de luxo para interesses de empresas petroleiras dos EUA (empresas que estão de olho no pré-sal).

Essa oposição brasileira é fraquinha demais. Até o Ledezma, lá da Venezuela, já percebeu.


O segundo texto é do Blog do Reinaldo Azevedo, cujo título é: "Venezuela no Mercosul - O protocolo e a pilantragem".

Pois é, não é? Sou mesmo um chato. A canalha sai gritando que houve um golpe em Honduras, lá vou ler a Constituição de Honduras para constatar o óbvio - para quem a lê? Não foi o golpe. A mesma canalha sai afirmando que Daniel Ortega não está tentando dar um golpe institucional na Nicarágua, lá vou eu ler a Constituição da Nicarágua para constatar: sim, o Orelhudo molestador de enteadas está tentando dar um golpe em seu país. Agora, gente como Romero Jucá, a serviço do lulo-petralhismo, diz que a adesão da Venezuela não viola os princípios do Mercosul, e este escriba, em vez de ficar no debate-boca - “uns dizem que sim, outros que não”, faz o quê? Ora, vai ver o protocolo do Mercosul que trata do assunto. Há documentos a respeito.

Tenho uma relação de absoluta honestidade com os meus leitores. Sempre informo os meus critérios e os dados com os quais estou operando. Se trato de questões lógicas, advirto: “A lógica diz…” Se estou operando com matéria de crença ou de convicção moral, também alerto: “Acho que…” E deixo sempre muito claro quando estou me atendo à letra da lei, como nesse caso.

Digamos que alguns considerem a ditadura venezuelana uma coisa boa - é o caso de Lula, por exemplo. Ele gosta tanto, que já chamou o regime de “democracia até demais”. Pois bem. Neste texto, serei apenas o legalista, vou me ater à letra do Protocolo de Ushuaia, incorporado ao Protocolo de Assunção - fundador do Mercosul - que trata da questão democrática. Não há ali espaço para ambigüidade. Diz o tal protocolo:

A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Estados Partes do MERCOSUL, assim como a República da Bolívia e a República de Chile, doravante denominados Estados Partes do presente Protocolo,

REAFIRMANDO os princípios e objetivos do Tratado de Assunção e seus Protocolos, assim como os dos Acordos de Integração celebrados entre o MERCOSUL e a República da Bolívia e entre o MERCOSUL e a República do Chile,

REITERANDO o que expressa a Declaração Presidencial de las Leñas, de 27 de junho de 1992, no sentido de que a plena vigência das instituições democráticas é condição indispensável para a existência e o desenvolvimento do MERCOSUL.

RATIFICANDO a Declaração Presidencial sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL e o Protocolo de Adesão àquela Declaração por parte da República da Bolívia e da República do Chile,

ACORDAM O SEGUINTE:
ARTIGO 1
A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
ARTIGO 2
O presente Protocolo se aplicará às relações que decorram dos respectivos Acordos de Integração vigentes entre os Estados Partes do presente protocolo, no caso de ruptura da ordem democrática em algum deles.
ARTIGO 3
Toda ruptura da ordem democrática em um dos Estados Partes do presente Protocolo implicará a aplicação dos procedimentos previstos nos artigos seguintes.
ARTIGO 4
No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.
ARTIGO 5
Quando as consultas mencionadas no artigo anterior resultarem infrutíferas, os demais Estados Partes do presente Protocolo, no âmbito específico dos Acordos de Integração vigentes entre eles, considerarão a natureza e o alcance das medidas a serem aplicadas, levando em conta a gravidade da situação existente.
Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigacões resultantes destes processos.

Voltei
A Venezuela, com suas reiteradas agressões aos direitos individuais, à liberdade de imprensa e à ordem democrática, não poderia pertencer ao Mercosul, é óbvio. Aliás, segundo o que vai acima, se pertencesse, seria o caso de considerar a sua expulsão. É o que está no protocolo. Não é assim porque eu quero.

O governo Lula tem a maioria na Comissão do Senado? Tem. O Parlamento brasileiro tem vocação para a independência, uma condição republicana? Não! Tem vocação, com raras exceções, para a subserviência. Assim, vai-se jogar fora a letra do tratado e se vai votar favoravelmente ao ingresso de uma quase ditadura no bloco. A desculpa é boa: isolada, a Venezuela poderia ser pior. As ditaduras, agora, já sabem que o que as fará paparicadas pelas democracia é justamente o regime de exceção.

Seria coisa de asnos não fosse coisa de pilantras. Em alguns casos, é a pilantragem ideológica das esquerdas. Em outros, é a pilantragem sem adjetivos mesmo, que será sempre subserviente ao Executivo porque isso, afinal de contas, é bastante lucrativo.



Leiam, tirem suas conclusões, pesquisem mais e formem suas opiniões.

Nosso país está como está, devido ao fato de não escolhermos corretamente nossos representantes, erro que cometemos há muitos anos. Hoje temos informação mais fácil, variedade de opiniões, infelizmente nem todos tem acesso às novas tecnologias da informação, mas nós, temos a obrigação repassar informações a todos.

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