Supremo Condena quadrilha Petista mensaleira por 6 x 4

Supremo Condena quadrilha Petista mensaleira por 6 x 4
Estamos atualizando nosso cadastro de políticos que possuem sua fichinha mais suja que pau de galinheiro. Também disponibilizaremos a lista de quem falta mais às sessões e comissões, uso de verbas indenizatórias, doações e patrimônio dos políticos. Aguardem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

LEIAM, É MUITO INTERESSANTE

Pr. Silas recebe carta de integrantes do PT e responde

No programa Vitória em Cristo exibido no dia 11 de setembro deste ano, o pastor Silas Malafaia sugeriu que os telespectadores assistissem ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine (http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI) sobre as eleições 2010. Nele, Piragine criticou o PT e pediu aos internautas para não votarem em nenhum candidato do partido.

A repercussão foi tão grande que, até o fim da tarde desta sexta-feira (17/09), o vídeo postado no youtube já havia sido assistido por mais de 1,6 milhão de pessoas. O fato motivou integrantes do Partido dos Trabalhadores a enviarem uma carta ao pastor Silas Malafaia, alegando: "Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão."

Em resposta, o pastor Silas Malafaia saiu em defesa do vídeo e afirmou em carta enviada aos integrantes do PT: "Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que virão por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar."

Leia abaixo, na íntegra, a carta enviada pelo PT e, em seguida, a resposta do pastor Silas Malafaia:

CARTA ENVIADA POR INTEGRANTES DO PT

“Prezado Pr. Silas Malafaia

Graça e Paz!

Somos evangélicos e tomamos conhecimento da Vossa orientação no programa exibido em 11/09/2010, para que os expectadores assistissem ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine, que pede aos cristãos não votar nos candidatos do Partido dos Trabalhadores do qual fazemos parte.

O Pr. Paschoal Piragine é bastante conhecido e o temos como uma pessoa íntegra que esteja considerando que as informações que possui contra o PT sejam realmente verdadeiras. Entretanto, trata-se de afirmações que não correspondem com a realidade.

Diante do conteúdo vídeo, gostaríamos de esclarecer que:

Não é verdade que um parlamentar do PT não pode descumprir uma deliberação coletiva do partido por uma questão religiosa ou de foro íntimo. Veja o que diz o inciso XV do art 13 do estatuto do PT:

“Art. 13. São direitos do filiado:
XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de
graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da
Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão
conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”

Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido.

Não é verdade que o PT possui uma orientação pela legalização do aborto. Em seu IV Congresso, o PT modificou a resolução que falava de aborto e estabeleceu para o atual programa de governo da Dilma o seguinte texto: “Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos: O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres ao aborto nos casos já estabelecidos pela legislação vigente, dentro de um conceito de saúde pública”.

O Plano Nacional de Diretos humanos é elaborado pela sociedade por meio dos conselhos de diretos humanos com a participação do governo federal, mas não é uma novidade do governo Lula. O primeiro plano foi publicado através do Decreto número 1.904, de 13 de maio de 1996, e o segundo através do Decreto número 4.229, de 13 de maio de 2002. Em todos eles estão presentes assunto polêmicos ligados com a sexualidade. Diante disso seria um equívoco afirmar que todos os méritos e deméritos do PNDH 3 é de responsabilidade do governo Lula ou do PT.

O conteúdo apresentado no vídeo não corresponde, portanto, com a realidade do que está sendo defendido pelo PT. Podemos pegar os posicionamentos do PT e comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade. Um exemplo bastante claro é a questão da pedofilia. Não conhecemos nenhum parlamentar, de nenhum partido político, ou algum grupo social que defenda a pedofilia. Atribuir uma acusação dessa natureza ao PT é de extrema injustiça.

Até o dia 13/09/2010 já houve mais de um milhão, duzentos e cinquenta mil acessos ao vídeo disponibilizado na internet. Diante desses fatos nos sentimos extremamente injustiçados e pedimos que os esclarecimentos fossem veiculados em seu próximo programa.

Desde já agradecemos um retorno.

Na Graça de Deus!

Gilmar Machado
Candidato a Deputado Federal – PT/MG – Igreja Batista Central de Uberlândia
Isaac Cunha
Candidato a Deputado Estadual – PT/BA – Primeira Igreja Batista
Joaquim Brito
Candidato a Vice-Governador de Ronaldo Lessa - PT/AL – Igreja Batista do Pinheiro
Walter Pinheiro
Candidato ao Senado – PT/BA – Igreja Batista da Pituba
Wasny de Roure
Candidato a Deputado Distrital – PT/DF – Igreja Batista do Lago Norte”


RESPOSTA DO PR. SILAS MALAFAIA

“Sr. Geter Borges e Candidatos do PT,

Já que vocês me enviaram um e-mail apresentando defesa do Partido dos Trabalhadores em relação às questões que o pastor Paschoal Piragine levanta, gostaria de contraditar a argumentação de vocês. Antes de fazê-lo, quero deixar bem claro que não tenho restrições pessoais ao PT ou a qualquer outro partido. Os meus questionamentos têm a ver com os princípios que defendo, independente de partidos políticos. Esclareço também que sou amigo pessoal de Walter Pinheiro. Em duas eleições passadas, eu o ajudei. Já o citei várias vezes em meu programa de TV como exemplo de cristão na política. Ele tem a liberdade de usar a minha imagem na sua campanha, o que permito de maneira muito restrita a pouquíssimos candidatos.

Vamos aos fatos:

1. O deputado que saiu do PT, saiu por ter posição cristã contrária aos princípios do partido. E se não saísse, seria expulso.
2. O PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. Estes são fatos reais, verdadeiros. Inclusive, no último dia antes do recesso parlamentar no senado no ano de 2009, se não fossem os senadores Magno Malta e Demóstenes Torres, a líder do PT teria aprovado na calada da noite, por voto de liderança, a PL 122. Isto é uma vergonha, e vocês querem que a liderança evangélica fique quieta!
3. O PNDH3 foi enviado ao congresso pelo Sr. Presidente da República no dia 21/12/2009, e a vergonha é que, nesse documento, em vários pontos, só houve recuo em alguma coisa devido à pressão violenta da igreja católica. O PNDH3, sim senhor, é responsabilidade do governo Lula e do PT.
4. Lamento dizer, mas a verdade absoluta é que os princípios cristãos são inegociáveis para nós. Quanto a isto, o PT está do outro lado. Quero ser franco e honesto: eu só não entrei de cabeça na campanha do Serra, porque também não vi nele garantias de respeito a esses princípios. Nas duas vezes em que fui convidado para participar de audiências públicas pela Comissão de Constituição e Justiça, na primeira vez, que foi sobre a questão do aborto, os deputados que estavam defendendo a legalização do mesmo, eram do PT. Na segunda vez, no Estatuto das Famílias, os deputados do PT estavam defendendo a inclusão dos homossexuais a fim de beneficiá-los na adoção de crianças. Esta é a verdade nua e crua.

Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que virão por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar. Sinceramente, honestamente, gostaria de estar equivocado em relação às posições do PT. Não ficarei triste se o tempo mostrar que estou equivocado nestas questões, porque no tempo presente, elas são a realidade dos fatos.

Um forte abraço!

Na paz de Cristo,

Silas Lima Malafaia”

DIRETO DO BLOG DO REINALDO

O que Franklin escrevia quando ainda era jornalista

Eis que me chega às mãos, por motivos vários, um livrinho realmente precioso chamado “Jornalismo Político”. Seu autor é Franklin Martins — sim, o próprio. Ele o publicou pela editora Contexto, em 2005, quando ainda era jornalista. Vamos ver o que nos ensinava a Escolhinha do Professor Franklin Martins.

Na introdução, depois de falar da experiência de 40 anos em todas as mídias, em pequenas e grandes empresas, na clandestinidade e ao ar livre, Franklin diz que chegou à conclusão de que pode ajudar a juventude a entender melhor o tema. É um livro direitinho. Até meio bobinho. Começa com uma comparação entre a imprensa de 1950 e a de 2002. Comparam-se manchetes, e a conclusão é sempre título dos capítulos. “1950: os jornais entram em campanha”; “2002: a imprensa cobre a campanha”; “Mais notícia e menos opinião para um leitor mais plural”. E por aí segue. Na página 93, há uma preciosidade. Gostaria de saber se ele próprio suportaria a leitura em voz alta. Leiam o que escreve em “Denúncias e Escândalos” (vai em vermelho; comento em azul):

Mas não é só durante as CPIs que a cobertura política parece cobertura de polícia. Faz parte do nosso cotidiano também investigar denúncias sobre irregularidades na administração pública, desvios de recursos, armações em concorrências e negócios escusos com dinheiro do Estado.
O “nosso”, vocês entenderam, refere-se aos jornalistas — ele ainda era um deles. Pelo visto, tal trabalho era uma rotina quando o PT estava na oposição. Quando se tornou governo, aí a investigação jornalística passou a fazer parte de uma conspiração golpista.

Algumas vezes as denúncias referem-se a mordomias indevidas, deslizes com cartões de crédito e passagens aéreas ou uso de aviões da FAB em viagens de lazer. Não são irregularidades capazes de quebrar o país, mas nem por isso a imprensa deve deixá-las de lado. A sociedade tem o direito de saber como o dinheiro público é gasto e se as normas de moralidade que devem reger a administração do Estado estarão sendo obedecidas.
Viram? Era assim quando FHC era governo. Cumpria ao jornalismo o rigor máximo. Quando Lula chega ao poder, apurações dessa natureza passam a ser acusadas de “udenismo” e “desvio de direita”, e a imprensa é tratada como “partido de oposição”.

Ministros de Fernando Henrique viajaram em aviões da força Aérea para férias em Fernando de Noronha. Está errado. Os regulamentos são claros: os jatinhos só podem ser usados a serviço. Nos jardins do Palácio da Alvoradas foram plantadas flores formando uma estrela do PT? Também não pode. Governo é governo, partido é partido. Prédios públicos não podem exibir símbolos e inscrições partidárias.
Franklin, então, ainda se esforçava, para ser um jornalista equilibrado, isento, com críticas aos dois lados e tal… Não sei exatamente em que mês de 2005 o texto foi publicado. Sei que é o ano em que vem à tona a denúncia do mensalão e também aquele em que ele começa a se despedir da carreira jornalística. A Folha publicou a entrevista com Roberto Jefferson no dia 6 de junho. A gente conhece o resto história. O “professor” Franklin Martins dedica-se, então, à tarefa de negar que o mensalão tenha existido, adota a tese de que o PT nada mais fez do que o que todos sempre fizeram e passa a flertar com os que acusam a cobertura da lambança de golpismo.

Normalmente, as autoridades flagradas nessas derrapadas ficam irritadíssimas com a imprensa. Acusam-nos de fazer tempestade em copo d’água, dando importância excessiva a assuntos menores. Muitas vezes, rompem relações com o repórter responsável pela matéria ou dão instruções aos assessores para deixarem-no na geladeira. É do jogo. Cada um faz seu trabalho e aprende com seus erros como pode.”
Viram? Recentemente, descobriu-se que a pasta de Franklin fez uma licitação a toque de caixa, vencida por uma empresa em que trabalha o… filho de Franklin. A “autoridade flagrada ficou irritadíssima com a imprensa e acusou o jornalista de fazer tempestade em copo d’água”… Franklin, apesar dos descalabros evidentes, era contrário à demissão de Erenice Guerra. Achava que tudo não passava de coisa da… imprensa.

Adjetivo não combina com matéria de denúncia, especialmente sobre irregularidade administrativa ou infração de normas éticas. Ironia, muito menos. Deboche, nem pensar. A matéria tem de ficar de pé por si mesma, sem anabolizantes. Se a denúncia for quente, não precisa ser esquentada; se não for tão quente assim, deve ser mais bem apurada antes de ser publicada. O leitor desconfia de denúncia feita com muito prazer. Tem razão. Afinal, estamos apenas cumprindo nossa obrigação.
Esse negócio sobre o adjetivo, a depender do caso, e só conversa mole. Mas vá lá… Gostei foi de ver que uma das obrigações do jornalista é apurar a notícia e ponto final.

Mas, muitas vezes, topamos com casos bem mais cabeludos. São esquemas de corrupção pesadíssimos, com ramificações em diversas áreas, envolvendo desvios de recursos milionários.
É verdade!

Algumas vezes, as denúncias chegam-nos por intermédio de um funcionário público ou de um técnico que descobriu o esquema; em outras, a iniciativa é de alguém que fazia parte da turma e foi escanteado; em outras, a dica é de um desafeto ou inimigo dos chefes da quadrilha.
Perfeitamente! É assim mesmo!

Pouco importa. Como já vimos, fonte não precisa ter caráter, mas informação. Cabe ao repórter não ser bobo e fazer a própria investigação.
Exato! Fonte não é pra casar (embora aconteça…), não é pra ser nosso genro ou nossa nora. Cumpre ao jornalismo fazer a sua apuração em vez de ficar refém dela. Franklin está certo. Por isso, o esforço da área de comunicação do governo e dos petistas para desqualificar Rubnei Quícoli, o sujeito que botou a boca no trombone com a lambança da turma da Casa Civil no caso do pleito encaminhado ao BNDES, era ridículo, né? Debocharam do rapaz, que responde a processos, sustentando ser um absurdo levá-lo a sério. O chato é que ele tinha uma penca de provas evidenciando o tráfico de influência.

O livrinho de Tio Franklin para os jovens pode ser elementar, mas diz, no geral, coisas corretas sobre a profissão. Pena que ele tenha esquecido os próprios ensinamentos ao chegar ao poder, e o que antes via como tarefa indeclinável do jornalismo passou a ser encarado como “golpismo”, daí a sua determinação em, como é mesmo?, fazer “o controle social da mídia”.

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

VERGONHA

É incrível como o ex-governador Roriz, deixa sua esposa, a tia Roriza, passar por uma humilhação tão grande, ela está sendo esmagada por seu próprio despreparo. Uma falta de respeito de seus correligionários. Os outros candidatos estão sendo gentis demais com a tia Roriza. Desta vez Roriz deu um tiro no próprio pé. De novo.

RELAXA E GOZA

DAVID GILMOUR - WISH YOU WERE HERE

VANTAGEM DE DILMA SOBRE A SOMA DOS ADVERSÁRIOS CAI DE 14 PARA 2 PONTOS

Vantagem de Dilma sobre a soma dos adversários cai a 2 pontos

Folha.com

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já não tem mais garantida a vitória em primeiro turno, revela nova pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país.

Segundo o levantamento, Dilma agora perde votos ou oscila negativamente em todos os estratos da população.

Nos últimos cinco dias, Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão o pleito. Ela recuou de 54% para 51% - e precisa de 50% mais um voto para ser eleita.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Dilma pode ter 49% dos votos válidos. Ou 53%, o que a levaria ao Planalto sem passar por um segundo turno eleitoral.

Ainda considerando os votos válidos, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apenas oscilou positivamente, de 31% para 32%.

Marina Silva, do PV, também oscilou positivamente dentro da margem de erro. Passou para 16%, ante os 14% que tinha na última pesquisa, realizada entre os dias 21 e 22 de setembro.

Houve queda ou oscilação negativa para a candidata escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo em todos os estratos da população, nos cortes por sexo, região, renda, escolaridade e idade.

Uma das maiores baixas (queda de 5% nas intenções de voto) se deu entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (entre R$ 1.020,00 e R$ 2.550,00). Cerca de 33% da população brasileira se encaixa nessa faixa de renda.

Dilma vem perdendo votos desde a segunda semana de setembro. Foi quando o escândalo envolvendo tráfico de influência na Casa Civil levou ao pedido de demissão de sua ex-principal assessora, Erenice Guerra.

De lá para cá, o total das intenções de voto em Dilma caiu de 51% para 46%. Já a soma de seus adversários subiu de 39% para 44%.

Considerando somente os votos válidos, a diferença entre Dilma e os demais candidatos despencou de 14 pontos há duas semanas para dois pontos agora.

A pesquisa mostra também que houve forte "desembarque" da candidatura Dilma entre as mulheres (queda de 47% para 42%) e entre os eleitores mais escolarizados, com curso superior.

Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a vantagem da petista também caiu. No levantamento anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto. Agora, tem 52%. Serra, que antes tinha 38%, agora tem 39%.

ENQUETE: EM QUAL CANDIDATO VOCÊ NÃO VORARIA DE JEITO NENHUM?

Participe de nossa enquete, vamos descobrir qual candidato tem maior rejeição. Bom voto!

domingo, 26 de setembro de 2010

RELAXA E GOZA


DIRETO DO BLOG DO REINALDO

Um caso escandaloso de censura à imprensa no Tocantins; decisão de desembargador joga a Constituição no lixo! Coligação de Gaguim aplaude censura

O governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), candidato à reeleição, enroscou-se numa história cabeluda. O Ministério Público de São Paulo começou a investigar a ação de uma máfia em cidades do estado e acabou descobrindo um esquema que se estende a outros estados. No Tocantins, segundo a apuração, em associação com Gaguim, a tal máfia se preparava para um esquema que poderia chegar a R$ 1 bilhão. As conversas gravadas, vejam ali, revelam outros detalhes sórdidos.

Muito bem! Estão preparados agora uma ocorrência típica da Sucupira de Odorico Paraguaçu? Então vamos lá.

A coligação Força do Povo, pela qual Gaguim concorre à reeleição, convocou uma coletiva de imprensa para exibir uma LIMINAR concedida pelo desembargador José Liberato Costa Póvoa QUE PROÍBE A IMPRENSA DO TOCANTINS — jornais, rádio, TV e Internet — de fazer qualquer menção ao caso e à investigação.

A justificativa do desembargador é que a investigação corre em segredo de justiça e que “as informações que circulam nos vários meios eletrônicos e jornais, valem-se de informação obtida de forma ilegal”.

A vírgula entre sujeito e verbo é de autoria de Liberato.

À imprensa não cabe guardar sigilo de coisa nenhuma! A ela cabe publicar o que apura. Os artigos 5º e 220 da Constituição garantem a liberdade de expressão e de informação e vedam qualquer forma de censura prévia.

É escandaloso que coisas como essas continuem a acontecer no país. É um acinte que seja justamente a coligação beneficiada pela censura a fazer praça da medida, que viola abertamente o que está disposto na Constituição.

Sabem o que é realmente formidável? Liberato, que deveria mudar o nome para “Censurato”, tem uma página pessoal na Internet, demonstrando ser um homem que realmente gosta de falar com o público. Não deveria tentar impedir que outros o fizessem,

Por Reinaldo Azevedo

RELAXA E GOZA


DE NOVO, ALGUM FACA CEGA TENTA CENSURAR NOSSA IMPRENSA

Juiz do TO censura 'Estado' em caso de corrupção

Decisão proíbe divulgação de qualquer informação sobre investigação que cita governador como integrante de organização criminosa

Fausto Macedo e Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo

O desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), decretou censura ao jornal O Estado de S. Paulo e a outros 83 veículos de imprensa, proibindo-os liminarmente de divulgar qualquer informação acerca de investigação do Ministério Público de São Paulo que cita o governador Carlos Gaguim (PMDB) como integrante de organização criminosa para fraudes em licitações.

A decisão, de 9 páginas, foi tomada sexta-feira, 24, e acolhe pedido em ação de investigação judicial eleitoral da coligação Força do Povo, formada por 11 partidos, inclusive o PT, que apoia Gaguim. Na campanha pela reeleição, Gaguim tem recebido no palanque a companhia do presidente Lula e da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O desembargador arbitrou "para o caso de descumprimento desta decisão", multa diária no valor de R$ 10 mil. Ele veta, ainda, publicação de dados sobre o lobista Maurício Manduca. Aliado e amigo do governador, Manduca está preso há 10 dias. A censura atinge 8 jornais, 11 emissoras de TV, 5 sites, 40 rádios comunitárias e 20 comerciais.

Leia mais em Juiz do TO censura 'Estado' em caso de corrupção que cita governador

sábado, 25 de setembro de 2010

RELAXA E GOZA - O STF ARREGOU











DIRETO DO BLOG DO LUIS NASSIF

Grande mídia não emplacou "Setembro Negro"

Por Weden


O processo de escandalização do Setembro Negro de 2010 não encontrou nenhuma relevância nas mídias locais. Mas o que impressiona mesmo foi o pouco impacto nas mídias regionais, mesmo sabendo que as agências Globo, Estadão e Folha, são fornecedoras importantes de pautas, matérias e pontos de vista. E que o Jornal Nacional deu sua mãozinha.


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O Brasil tem como que três escalões de mídia massiva. O primeiro consegue, por serem produtos de grandes organizações, produzir impacto em nível nacional. O que acontece graças à reverberação que encontra em outros meios, regionais e locais, ou, no caso de três ou quatro emissoras de TV, por chegarem com força, via repetidoras, aos lares da maior parte do país.

O segundo escalão é composto pelos jornais e as rádios em cadeia, que conseguem produzir impacto de alcance estadual ou pouco mais. Juntam-se a estes as emissoras de TV de âmbito nacional com menor audiência.

O terceiro escalão é composto por TVs com programação independente dos grandes grupos, jornais e revistas "de município" e a maioria das rádios, que produzem impacto local.

No Rio, por exemplo, nós temos O Globo, com alcance nacional, por meio de reverberação de suas notícias em outras mídias nacionais, regionais e locais, e o apoio sempre significativo da emissora de TV do grupo.

O Dia é um jornal do segundo escalão, visto que seu poder de impacto é razoável dentro do Estado. A Rádio Tupi também seria um exemplo importante do segundo escalão de mídia.

Jà o jornal O Fluminense, um dos mais tradicionais, e que circula em Niterói e região, é o nosso melhor exemplo de mídia com impacto local.



O "Setembro Negro"

Isto posto, vamos ao que interessa mais diretamente: em 2005, na "crise do mensalão", o grau de reverberação do primeiro escalão se mostrou bastante significativo, mas de alguma forma, os efeitos foram menos duradouros que o esperado. Se por volta de maio e junho daquele ano, "toda a mídia" falava dos escândalos, no final do ano, jornais locais e imprensa regional já mostravam um certo distanciamento do tema.

O "Setembro Negro" promovido pela grande imprensa voltou a impactar os segundos e terceiros escalões, provocando o desgaste de Lula a ponto de as eleições serem levadas ao segundo turno (observando que, no entanto, o contexto político, como a aprovação do governo, e o econômico, com crescimento mediano, eram muito diverso).

De 2006 para cá, parece que muita coisa mudou. O grau de reverberação da grande mídia, se não fosse o Jornal Nacional, está definitivamente comprometido. Não se sabe ainda se pelo contexto socioeconômico, ou por mudanças na relação de forças entre os meios. Mas há indícios fortes de que se trata de uma conjugação das duas hipóteses.

O processo de escandalização do "Setembro Negro" de 2010 não encontrou nenhuma relevância nas mídias locais. Mas o que impressiona mesmo foi o pouco impacto nas mídias regionais, mesmo sabendo que as agências Globo, Estadão e Folha, são fornecedoras importantes de pautas, matérias e pontos de vista. E que o Jornal Nacional deu sua mãozinha.

Olhando as capas do Zero Hora, do Diário Catarinense (que pertencem ao mesmo grupo RBS), do Estado de Minas e do Correio Braziliense, por exemplo, percebemos espantados que não houve "Setembro Negro".

Mas evidentemente o poder desta imprensa nacional ainda é superlativizada pela Rede Globo e seu principal telejornal: os efeitos pretendidos por Vejas, Folhas, Globos e Estadões, só são em parte conseguidos, se houver repercussão na bancada de William Bonner.

Mesmo assim, vemos que a "erosão" da intenção dos votos da Dilma é insignificante: pelo Ibope, em quase um mês de "Setembro Negro", Dilma oscilou negativamente um ponto apenas.

De alguma forma, Serra conseguiu conquistar votos entre os indecisos, e aí talvez se vislumbre o poder da grande mídia: quem está indeciso é mais suscetível de ser influenciado.

Autocrítica

A última pesquisa do Ibope mostra isso de maneira clara: a maioria não tem opinião formada sobre o "escândalo da Casa Civil", e mais de 25% simplesmente acham que "há um fundo de verdade" nos escândalos, mostrando cautela em concordar plenamente com o notíciário, e outros 6% simplesmente acham que as denúncias são falsas. Isso significa que o efeito de "evidência" da grande mídia se deu apenas sobre 22%, possivelmente os já convencidos.

Isso tudo sem contar a força da web e seu debate livre e crítico.

Ou seja, os principais blogs de crítica de mídia erram em dar tanta importância para Veja, Globo, Estadão e Folha, sem considerar pelo menos os que as pessoas lêem fora do eixo Rio-São Paulo, e, para piorar, erra até mesmo em desconhecer os outros veículos do próprio eixo.

O que representa um ironia: somos os mais críticos a estes veículos, mas damos a importância que eles gostariam de ter e que a população pelo jeito discorda. O que pode significar que não só a grande mídia está em descompasso com a realidade, mas de certa forma nós também.

Que tal uma visão mais plural de nossa mídia? Afinal, ignorar esta nova tessitura do contexto midático parece apenas reforçar, sem apoio na realidade, o narcisismo dos grandes meios.

RELAXA E GOZA


DO BLOG DA LÚCIA HIPPÓLITO

Um país muito peculiar

O Brasil é realmente um país dos mais interessantes.

Eu não perderia esta campanha eleitoral por nada.

Temos um presidente em final de segundo mandato, com 80% de popularidade, que ao que tudo indica vai eleger sua sucessora em primeiro turno. Mas ele não está feliz.

Vocifera contra tudo e contra todos.

Os empresários estão felicíssimos. Jamais ganharam tanto dinheiro. Os banqueiros não conseguem parar de rir. Mas Lula se diz vítima do preconceito das elites.

José Dirceu, alto comissário petista, depois de municiar a imprensa durante anos com dossiês, sigilos bancários e fiscais de adversários, faz discurso contra o excesso de liberdade de informar e sobre a necessidade de controlar a mídia.

Jornalistas, que deveriam ser os primeiros a defender a liberdade de expressão, abriram a sede de seu sindicato em São Paulo, para que as centrais sindicais realizem um ato público... contra parte da imprensa.

Ah, estarão presentes os tais "blogueiros progressistas". Todos sustentados por dinheiro público.

Enquanto isso, intelectuais fazem o seu papel. E qual é ele? Assinar manifestos. Desta vez, contra o autoritarismo de Lula e em defesa da democracia.

O mais curioso é que lideram as assinaturas fundadores do PT como Hélio Bicudo, vice-prefeito na gestão de Marta Suplicy, e entusiastas do PT, como o arcebispo d. Paulo Evaristo Arns.

Mas a democracia não está sendo ameaçada.

Instituições funcionam, eleições vão ser realizadas, a campanha vai de vento em popa, o STF está julgando a validade da Lei da Ficha Limpa.

Mas intelectual exerce uma função relevante. A de alertar a sociedade.

E se não bastasse, o Clube Militar, no Rio de Janeiro, que exerceu papel importantíssimo em épocas passadas, realiza um painel sobre "A democracia ameaçada".

É bem verdade que o Clube Militar sempre liderou a turma que ameaçava a democracia. Menos mal que agora esteja querendo defendê-la.

É ou não é um país interessantíssimo? Eu não trocaria por nenhum outro.

QUEM FALA O QUE QUER, ESCUTA O QUE MERECE

Editorial: O mal a evitar

Do Estadao.com.br

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010


DIRETO DO BLOG DO REINALDO

A lei do Ficha Limpa e um Supremo infiltrado pelo populismo judicial

Eis aqui um texto delicado sobre tema delicado, com uma opinião deste escriba que desagrada a muitos leitores. Bem, fazer o quê? Vocês me lêem porque sempre escrevo o que penso. É há coisas que, de fato, dividem a valer a opinião dos leitores do blog. A chamada Lei do Ficha Limpa é uma delas.

Eu me alinho entre aqueles que a consideram flagrantemente inconstitucional. Uma pessoa só é considerada condenada depois que sua sentença tenha transitado em julgado. Enquanto for essa a lei e enquanto vigorar a Constituição que temos, é um absurdo lógico privar de direitos quem quer que seja em razão de uma condenação que pode ser revista. Atenção! Essa é uma questão que não é nem de direita nem de esquerda. Trata-se, entendo, de não ceder ao populismo judicial.

A situação patética em que se encontra o STF hoje — que deixa o meio jurídico perplexo — decorre justamente do fato de que estamos diante de uma lei especiosa, que afronta a ordem legal. Acho falacioso o argumento de que não se está transgredindo a Constituição porque apenas se estabelece uma condição a mais — no caso, de exclusão — para e elegibilidade. Assim como se exige, dizem, que um candidato a Presidência tenha idade mínima de 35 anos, exige-se que os políticos tenham “ficha limpa”, nas condições estabelecidas na lei.

Devagar aí! A inelegibilidade à Presidência das pessoas com menos de 35 anos não nasce de uma condenação judicial que é PROVISÓRIA até que a sentença não tenha transitado em julgado. O critério é de outra natureza. A sociedade decidiu, por meio de seus representantes, que essa idade mínima daria mais segurança ao processo político. Ok, pode-se debater se a exigência é boa ou ruim. Mas é certo que um tribunal não poderá rever a idade de uma pessoa com 25, declarando ter ela 35, por exemplo. Já um tribunal superior pode rever a sentença do tal “colegiado de juízes”.

A Justiça é lenta? Os processos se arrastam? Pois que se veja como resolver a questão. O que não é possível, entendo, é violar a Constituição e estabelecer atalhos para “moralizar” ex machina o processo político, afrontando o que diz a Carta. Não é possível! A janela que se abre, por onde passa esse “benefício”, pode permitir a passagem de muitos malefícios.

Incomoda-me também, e muito!, a pobreza argumentativa dos que apóiam a lei. Ainda ontem, o ministro Ricardo Lewandowski, ao defender a aplicação da lei já neste 2010, concentrou a sua defesa neste argumento: “A Lei da Ficha Limpa presta inequívoca homenagem aos princípios da probidade administrativa e moralidade, que constituem, a meu ver, o próprio cerne do regime republicano”.

Argumento ruim, ministro! Aliás, ARGUMENTO PÉSSIMO! É uma variante, com retórica meio balofa, do direito achado na rua. O “cerne do regime republicano”, num estado democrático e de direito, é o cumprimento da lei. Talvez a figura histórica que mais tenha se dedicado a defender a “probidade num regime republicano” tenha sido Robespierre. Sua eficiência se contou em cabeças…

Deixando de lado a questão constitucional e jurídica — que parece mesmo indefensável —, dizem muitos: “Ah, mas alguns bandidos não poderão se candidatar”. Pode até ser. Ocorre que, quando se manda a lei às favas para pegar bandido, pode-se mandá-la também para pegar pessoas de bem. Ou um sistema que desrespeita a Constituição “por bons motivos” não pode desrespeitá-la por maus motivos, a depender do poder de turno?

Lei permite caça às bruxas
Poucas pessoas atentaram para o fato de que, entre os indivíduos inelegíveis, estão as que — ATENÇÃO!!!
“forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário”

Trata-se de um troço escandaloso! “Órgão profissional” assumiu agora a posição de STF ou STJ, a depender do caso. É claro que se abre aí a porta para perseguições de toda natureza. Imaginem se o PT consegue mesmo aprovar o Conselho Federal de Jornalismo nas condições que os esquerdopatas sempre imaginaram — podendo cassar a licença profissional de jornalistas… Tenham paciência! As coisas não podem se misturar dessa maneira, não! Isso é uma aberração!

E Peluso?
Lamentável, de resto, a postura de Cesar Peluzo, presidente do STF, no julgamento de quinta-feira. A ele, presidente do tribunal, caberia o desempate — e é por isso, e só por isso, que tem a prerrogativa, na presidência, de votar duas vezes. Qualquer coisa que fizesse seria compreensível e facilmente defensável. Mas não! Optou pelo caminho mais fácil para ele e mais difícil para a sociedade. Quem ganha com o impasse? Ninguém, a não ser, talvez, ele próprio, que preferiu se livrar de um peso que é um dos atributos do cargo.

Concluindo
O conjunto da obra não cheira bem, de modo nenhum! Vejo um Supremo que já foi infiltrado por uma espécie de populismo judicial, preocupado demais com o alarido e, em alguns casos, de menos com o cumprimento da Constituição. Que um parlamentar diga na Câmara e no Senado coisas como “se o povo quer, esta Casa quer”, vá lá. A um ministro do Supremo, cabe dizer outra coisa: “Se o povo quer, esta Casa só quererá se estiver de acordo com a Constituição”.

E o Ficha Limpa não está. E, se não está, mas recebe mesmo assim as bênçãos, pode ser apenas uma das vezes em que a Corte Suprema do país endossará a violação do texto Constitucional pelo qual lhe cumpre zelar. Arremato dizendo que estou pouco me lixando se isso deixa Rorizes, Jáderes e caterva fora da política. Eles são pequenos demais para justificar a violação da Constituição.

É o que eu penso.

Por Reinaldo Azevedo

TIRIRICA, O CANDIDATO QUE NÃO LÊ

Vários indícios sugerem que Tiririca não sabe ler nem escrever. A Constituição proíbe candidatos analfabetos



Victor Ferreira
De acordo com a Constituição, os analfabetos são inelegíveis e, portanto, não podem se candidatar e receber votos. Por lei, os candidatos são obrigados a apresentar à Justiça Eleitoral um comprovante de escolaridade. Na ausência de comprovante, devem demonstrar capacidade de ler e escrever. Para registrar sua candidatura a deputado federal, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo uma declaração em que ele afirma que sabe ler e escrever. Essa declaração, segundo as normas legais, deve ser escrita de próprio punho. Mas Tiririca, de fato, sabe ler e escrever? A suspeita é que não. Vários indícios permitem levantar essa desconfiança.

O humorista Ciro Botelho, redator do programa Pânico da rádio Jovem Pan, diz que escreveu sozinho o livro As piadas fantárdigas do Tiririca em 2006. A publicação é assinada só por Tiririca. Botelho diz que escreveu com base em histórias contadas por ele. “O Tiririca não sabe ler nem escrever”, afirma.

Dois funcionários da TV Record também disseram a ÉPOCA que nos bastidores do programa humorístico Show do Tom, do qual Tiririca participa, é sabido que ele não lê nem escreve. De acordo com Ciro Botelho, o palhaço conta com a ajuda da mulher para decorar suas falas: “A mulher fica no camarim com ele e vai falando o texto. Ele vai decorando e conta do jeito dele”.

A reportagem de ÉPOCA acompanhou Tiririca por dois dias na semana passada. Viu o candidato dar autógrafos com uma grafia bem diferente da que aparece na declaração apresentada ao TRE, com letras redondas. Aos fãs, ele assina um rabisco circular ininteligível e desenha o que seriam as letras do nome de seu personagem. Em duas ocasiões, a reportagem deparou também com situações que demonstram que Tiririca tem, no mínimo, enorme dificuldade de leitura. No dia 21, a reportagem pediu para Tiririca ler uma mensagem de celular. Ele ficou visivelmente assustado diante do aparelho. O constrangimento do candidato só foi desfeito quando uma assessora leu o torpedo em voz alta. Minutos antes, referindo-se às críticas feitas a sua candidatura nos jornais, Tiririca dissera: “Eu não leio nada, mas minha mulher lê para mim”.

No dia 22, ÉPOCA fez um teste com Tiririca. Durante um almoço, pediu a ele para responder a perguntas da pesquisa Ibope sobre o Congresso. As duas primeiras questões foram lidas pela reportagem e respondidas normalmente por Tiririca. Em seguida, foi apresentado ao candidato um cartão para ele ler a terceira pergunta e as alternativas de resposta. Nesse momento, seus assessores o cercaram imediatamente. O filho de Tiririca, Éverson Silva, começou a ler a pergunta para o pai, mas a pesquisa foi interrompida pelos assessores com a alegação de que ele precisava almoçar e que a aplicação da pesquisa não fora combinada previamente. A cena pode ser vista em um vídeo no site de ÉPOCA.

Depois desse novo mal-estar, ÉPOCA tentou questioná-lo sobre sua alfabetização. Sua assessoria de imprensa não permitiu mais contatos. Ela diz que Tiririca sabe ler e escrever, mas os pedidos de um encontro com o candidato para que ele lesse um texto e encerrasse as dúvidas foram recusados. A assessoria disse que Tiririca está na reta final da campanha e ficaria “chateado por ter de provar que sabe ler”.

O que acontece com um candidato sobre o qual há dúvidas sobre sua alfabetização? “Se houver dúvidas, o juiz pode submetê-lo a um teste”, diz o advogado Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Neves, essa prova é simples e visa apenas certificar a capacidade de ler e escrever do candidato. Se o candidato não conseguir provar que é alfabetizado, a jurisprudência da Justiça Eleitoral diz que a candidatura deve ser cassada.

TÁ CHEGANDO A HORA


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

FICHA LIMPA AINDA EM DISCUSSÃO

5 X 4, a coisa tá indo para um empate, será?

Imaginem o STF liberando as candidaturas dos FICHA SUJAS? A putaria vai ser geral, o povo avaliando os fichas sujas cheios de dinheiro.

Teremos mais oito anos de Roriz? Talvez. Se estivéssemos em um país desenvolvido, com eleitores que soubessem ler e entender o que foi lido, com certeza nem precisaríamos do STF, para impedir corruptos de tentarem se eleger, aqui sem esta lei com certeza elegeremos até representante do PCC e do Comando Vermelho.

Do G1
Sem um ministro, STF pode ter empate no julgamento da ficha limpa

Dez ministros decidem tema. Para lei ser barrada, é preciso seis votos.
Até as 22h20, cinco ministros haviam votado pela validade da lei neste ano.

O julgamento sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano pode terminar empatado devido ao número de ministros que julgam o recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) sobre o assunto.

Com a aposentadoria de Eros Grau, em agosto passado, dez ministros integram o plenário nesta quinta-feira (23). De acordo com a Constituição, é necessário o mínimo de seis votos para se decidir sobre matérias constitucionais. Até as 22h, cinco ministros haviam votado pela validade da lei em 2010 e dois pela aplicação da norma apenas nas próximas eleições.

Pouco antes de deixar o plenário para um intervalo pedido pelo ministro Cezar Peluso, às 21h30, o ministro Ricardo Lewandowski considerou a hipótese de empate. Nesse caso, segundo ele, o plenário terá de decidir o que fazer.

Segundo o regimento interno da Corte, o presidente do STF, Cezar Peluso, tem a prerrogativa de desempatar o placar. Desde que foi instituído, em dezembro do ano passado, o voto de desempate ainda não foi utilizado pelo Supremo.

Outra opção prevista no regimento é interromper o julgamento e aguardar a indicação pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de um novo ministro para ocupar a cadeira deixada por Eros Grau.

Os ministros podem ainda optar por uma terceira possibilidade, prevista nas regras da Corte: com o empate, considerar como resultado do julgamento a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contrária ao pedido do recurso, ou seja, a favor da validade da ficha limpa.

DILMA OU DIRCEU?

Do G1
PT pede ao TSE retirada da internet de vídeos com ataques a Dilma

PSDB postou imagens de candidata se 'transformando' em José Dirceu.
Coligação de Dilma também pediu abertura de inquérito na Polícia Federal.

(foto: reprodução)A coligação “Para o Brasil seguir mudando”, da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ingressou nesta quinta-feira (23) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a retirada da internet de vídeos com ataques à petista. Os advogados pedem ainda a aplicação de multa à coligação "O Brasil pode mais", do candidato tucano José Serra, equivalente ao custo de produção do vídeo ou de valor "não inferior" a R$ 30 mil.

Nesta quarta (23), o PSDB postou no YouTube vídeo que traz imagens de uma “metamorfose” do rosto de Dilma. Ela se "transforma" no ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que teve o mandato de deputado federal cassado depois de ter sido apontado como um dos pivôs do escândalo do mensalão, o que sempre negou.

O advogado do PT Márcio Luiz Silva disse que também pediu à Polícia Federal a instauração de um inquérito policial para apurar a autoria dos vídeos, por meio da identificação do IP do computador do responsável pela postagem das imagens.

Procurada pelo G1 nesta tarde, a assessoria do PSDB confirmou que o partido produziu e postou a publicidade na internet. Márcio Luiz Silva informou que também pediu à PF que colha depoimentos dos representantes da coligação de José Serra.

Na representação ao TSE, a defesa da coligação de Dilma diz que os vídeos postados na web trazem informações “degradantes” contra filiados ao PT. Os advogados alegam ainda que a publicidade atenta contra a honra de Dilma com a finalidade de favorecer o adversário tucano.

“A publicidade foi veiculada com formato de inserção, produzida com trucagem para propalar informações sabidamente inverídicas e degradantes contra filiados a um partido político formalmente registrado, bem como com injúria e difamação contra a candidata Dilma Rousseff. Tudo isso para benefício do segundo representado, o candidato José Serra”, diz um trecho da ação.

Os advogados também negam, na representação, informações divulgadas no vídeo de que o PT quer "calar os jornais". Segundo a defesa de Dilma, a petista nunca atuou no sentido de coibir a imprensa. "[Não] se viu qualquer atitude da candidata e de seu partido com o objetivo de tentar “calar os jornais” ou de perseguição de adversários ou seus familiares com – ou sem - o uso de órgãos federais para tanto."

DEPOIS ALGUNS ELEITORES AINDA RECLAMAM DA CORRUPÇÃO NA POLÍTICA

Fotos G1

FESTA PELO FIM DO FICHA LIMPA

ALGUNS AINDA ACREDITAM


SERÁ QUE A POLÍCIA TÁ PROCURANDO ALGUM CANDIDATO?


O POVO GRITA 'FORA RORIZ? ACHO QUE NÃO

TODOS TEMOS RESPONSABILIDADES

FICHA LIMPA, 5 x 3 POR ENQUANTO

Agora são 22:45, e o placar está de 5 x 3 a favor da Lei do FICHA LIMPA, tudo ainda pode acontecer, afinal eles não estão julgando o candidato FICHA SUJA, Joaquim Roriz, mas sim se a lei pode ou não ser aplicada nesta eleição.
Nós eleitores temos que votar conscientes, mas a justiça poderia nos dar uma forcinha, impedindo alguns candidatos de carater no mínimo duvidoso de concorrerem.

RELAXA E GOZA

61% DOS BRASILIENSES NÃO SABEM EM QUEM VOTAR PARA DISTRITAL

É o que aponta a pesquisa do Instituto Soma Opinião e Mercado. O registro no TSE é o 2885/2010 e no TRE-DF 30012/2010. A pesquisa ouviu 900 pessoas entre os dias 4 a 10 de setembro. O percentual de indecisos para a Cãmara Legislativa do DF é de impressionante 61,7%. Já os brancos e nulos ficam na faixa de 6,1%.

Mesmo com tanto dinheiro gasto e tanta sujeira feita, os eleitores do D.F ainda não decidiram quais candidatos irão ocupar as vagas no novo prédio da câmara legislativa.

Deve ser a total falta de bons nomes.

PESQUISA PARA DISTRITAL

Cenários da Soma para deputado
Eleições 2010

pesquisa, Soma

Do blog de Carlos Honorato: A deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) e o também distrital José Antônio Reguffe (PDT) lideram a corrida para a Câmara Legislativa e Câmara dos Deputados, respectivamente. A parlamentar do Democratas tem 1,5% da preferência do eleitoral, enquanto Reguffe está com 6%. É o que aponta a pesquisa do Instituto Soma Opinião e Mercado. O registro no TSE é o 2885/2010 e no TRE-DF 30012/2010.

A pesquisa ouviu 900 pessoas entre os dias 4 a 10 de setembro. O percentual de indecisos para a Cãmara Legislativa do DF é impressionante: 61,7%. Já os brancos e nulos ficam na faixa de 6,1%. O mesmo percentual de indecisos de repete para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados: 67,1%. Confira os resultados:

Câmara dos Deputados

Reguffe (PDT) – 6%

Paulo Tadeu (PT) – 4,1%

Erika Kokay (PT) – 2,8%

Izalci Lucas (PR) – 1,9%

Geraldo Magela (PT) – 1,8%

Jaqueline Roriz (PMN) – 1,4%

Georgios (PTB) – 0,8%

Ricardo Quirino (PRB) – 0,7%

Laerte Bessa (PSC) – 0,7%

Adelmir Santana (DEM) – 0,6%

Augusto Carvalho (PPS) – 0,6%

Luiz Pitiman (PMDB) – 0,5%

Policarpo (PT) – 0,3%

Toninho Pop (PTB) – 0,3%

Ricardo Marques (PTB) – 0,2%

Neviton Sangue Bom – 0,2%

Ronaldo Fonseca – 0,2%

Câmara Legislativa

Eliana Pedrosa (DEM) – 1,5%

Cabo Patrício (PT) – 1,4%

Raad (DEM) – 1,1%

Raimundo Ribeiro (PSDB) – 1%

Chico Vigilante (PT) – 0,9%

Rôney Nemer (PMDB) – 0,9%

Chico Leite (PT) – 0,8%

Olair Francisco (PTdoB) – 0,7%

Everaldo Souto de Ceilândia – 0,7%

Dr. Charles (PTB) – 0,7%

Arlete Sampaio (PT) – 0,6%

Cristiano Araújo (PTB) – 0,6%

Guarda Janio (PSB) – 0,6%

Washington Mesquita (PSDB) - 0,6%

Agaciel Maia (PTC) – 0,5%

Benício Tavares (PMDB) – 0,5%

Alírio (PPS) – 0,5%

Wasny (PT) – 0,4%

Joe Valle (PSB) – 0,4%

Roberto Lucena (PR) – 0,4%

Benedito Domingos (PP) – 0,4%

Dr. Michel (PSL) – 0,4%

Sandra Faraj (PSDB) – 0,4%

Prof. Maria Antonia – 0,4%

Lunardi (PSL) – 0,4%

Maninha (PSOL) – 0,4%

Mauro Martinelli – 0,3%

Marcelo Tigre – 0,3%

Aylton Gomes (PR) – 0,3%

Rejane Pitanga (PT) – 0,3%

Liliane Roriz (PRTB) – 0,3%

Evandro Garla – 0,3%

Léo Rezende (PMDB) – 0,3%

Wellington – 0,3%

Celina Leão (PMN) – 0,3%

Jaqueline – 0,2%

Profesora Vandercy – 0,2%

Mauro Cesar (PTdoB) – 0,2%

Paulo Roriz (DEM) – 0,2%

Nery do Brasil – 0,2%

Jorge Viana – 0,2%

Rony Andrade – 0,2%

Paulo Monteiro – 0,2%

Outros – 8,9%

Não sabe – 61,7%

Branco/nulo – 8,1%

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

RELAXA E GOZA




CUIDADO COM A BARULHEIRA DA ELEIÇÃO

Certa manhã o meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque.
Deteve-se subitamente numa clareira e perguntou-me:
- Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos e respondi:
Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
- Isso mesmo, disse o meu pai, de uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
- Como sabe que está vazia, se ainda a não vimos?
- Ora, é fácil! Quanto mais vazia está a carroça, maior é o barulho que faz.
Cresci e hoje, já adulto, quando vejo uma pessoa a falar demais, aos gritos, tratando o próximo com absoluta falta de respeito, prepotente, interrompendo toda a gente, a querer demonstrar que só ele é dono da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!

RELAXA E GOZA


DIRETO DO BLOG DO NOBLAT

Deu em O Estado de S. Paulo
Partido oculto

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

Consta que o PT e o Planalto ficaram desolados com a divulgação da palestra feita para uma plateia de petroleiros pelo ex-presidente do partido, deputado cassado, réu processado por corrupção e autoproclamado "camarada de armas" de Dilma Rousseff, José Dirceu.

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, chegou a discorrer muito claramente sobre o espírito da coisa.

"O aconselhável é que todos nós, eu, qualquer dirigente do PT, o José Dirceu, falemos pouco, falemos menos ou não falemos de jeito nenhum. Se queremos ajudar a campanha, todos nós temos de falar o menos possível", disse Vargas.

Uma campanha presidencial em que quanto menos falarem os que estão envolvidos nela, melhor? O natural seria exatamente o oposto. Durante a campanha mesmo é que se deve falar muito, os concorrentes precisam ser expostos, responder a tudo e a todos, fazer frente a cobranças de toda ordem, ter passado, presente e futuro muito bem esquadrinhados.

A lei enunciada pelo secretário de Comunicação prega a ocultação. Em outras palavras, a manutenção do eleitor na ignorância a respeito das coisas como elas realmente são.

Por essa norma não se pode repetir em público o que em particular dizem os petistas por todo lado, graduados ou soldados rasos.

Justificam o engajamento na campanha de uma candidata imposta e antipatizada justamente em nome do "projeto" a que se referiu Dirceu naquela fala menos discutida do que merecia, por causa da queda da ministra da Casa Civil.

O projeto está detalhado em documento aprovado pelo partido em fevereiro último e causador de constrangimento quando apresentado à Justiça Eleitoral como sendo o programa de governo de Dilma. A campanha reapresentou uma versão "light" provisória, prometendo uma definitiva nunca apresentada.

O assunto morreu na imprensa e, depois, não valia a pena abrir uma guerra entre partidos aliados por causa do programa de governo nem seria produtivo dar destaque ao PMDB em demasia.

Essas coisas devem ser escondidas, assim como deve ser ocultada a proximidade de José Dirceu, bem como a candidata é mantida atrás do biombo de Lula a fim de que a massa do eleitorado não tenha contato mais espontâneo e amiúde com ela.

Por quê? Porque Dilma não segura a onda, Dirceu é malquisto pelo público, o PMDB é mal falado e o PT divide a "base" - dentro e fora do Congresso.

José Dirceu disse duas verdades: que o PT considera o governo Dilma sua grande chance de exercer de fato o poder e que considera excessiva a liberdade da imprensa.

Mas se esqueceu de que antes da eleição a palavra de ordem é bico calado.

Cenografia

Foram 70 dias entre o prazo regulamentar e as duas notificações da Comissão de Ética Pública para que Erenice Guerra apresentasse informações sobre o patrimônio e a família. Ela ficou 170 no cargo.

Portanto, havia 100 dias que a ministra estava em situação irregular sem que ocorresse aos conselheiros dirigir-lhe a censura feita depois da saída. O silêncio teria sido menos desmoralizante.

A então ministra não atendeu aos pedidos porque ninguém no governo dá bola para a referida comissão nem para a ética pública.

Certidão

"Onde está a prova de que eu esteja envolvida?", pergunta a candidata do PT, a propósito da rede de tráfico de influência, extorsão, empreguismo e nepotismo que envolvia sua sucessora na Casa Civil.

A prova é o aval que Dilma deu à nomeação de Erenice.

Dissociar uma da outra seria como considerar que o presidente Lula não tenha responsabilidade alguma sobre o que faça e diga ou venha a fazer e dizer Dilma Rousseff.

Em português. Pode ser mais sonoro, mas é errado dizer "doa a quem doer". As coisas doem "em" alguém e não "a" alguém.

DIÁLOGO DO ABSURDO

Do Blog Resistência Democrática

Um marciano desembarca no Planeta Terra e cai direto no Brasil. Por interesse antropológico, ele resolve se inteirar da vida política local. Ele descobre que existe uma coisa chamada eleições. Pergunta, então, a um gentil terráqueo sobre os candidatos. Segue o diálogo:

- Percebi que a candidatura governista bebe no sucesso econômico do atual governo. Nesse sentido, acusa o principal oponente de, se eleito, colocar em risco as conquistas dos últimos anos. Pelo visto a estabilidade da economia sempre foi defendida pelos que hoje estão no poder...

- Não é bem assim. A estabilidade econômica foi uma herança do governo anterior.

- Mas a candidata do governo diz que foi uma conquista do atual presidente, que é seu patrono político... Inclusive vi a campanha dela outro dia, dizia que antes o país vivia o caos, que estava à beira da falência, e que foram eles, que hoje estão no governo, que botaram ordem na casa, possibilitando a milhões de pessoas melhorarem de vida. Não foi assim?

- Não foi, não. Na verdade, o partido da candidata oficial foi contra as medidas de estabilização da economia. Diziam que era um "estelionato eleitoral"...

- Você está dizendo que o partido da candidata oficial foi contra as medidas que colocaram a economia em ordem quando foram implementadas, mas depois se apropriou delas e agora se diz seu maior defensor?

- Sim. Foi isso mesmo.

- Bem, parece um típico caso de conversão. Nesse caso, é claro que eles se desculparam pela oposição do passado, não?

- Não. Não se desculparam.

- Nem se arrependeram?

- Não. Também não se arrependeram.

- Então os que estão hoje no poder simplesmente se apropriaram do que antes condenavam, sem confissão nem arrependimento, e agora se apresentam como os garantidores da estabilidade econômica?

- Isso mesmo. Você definiu perfeitamente.

- Que estranho... Isso é, no mínimo, falta de honestidade. Isso sim, é o que se pode chamar de estelionato. Mas entendo, porque o candidato adversário deve ser mesmo um perigo para as conquistas econômicas, que o governo herdou do antecessor...

- Nada disso. O candidato adversário é do partido do presidente que antecedeu o atual, o mesmo que implementou as reformas. Inclusive, ele fez parte daquele governo, foi ministro...

- Espere aí. Você está me dizendo que a candidata do governo atual está acusando seu principal adversário de ser uma ameaça à continuidade da política econômica, quando ele fez parte do governo que implementou essas conquistas, enquanto o partido dela foi contra? É isso mesmo?

- Exatamente.

- Nesse caso, a população deve ter percebido que está sendo vítima de uma farsa grotesca, uma verdadeira empulhação, e deve estar muito zangado com ela...

- Pelo contrário! Ela está em primeiro lugar nas pesquisas, pode vencer até no primeiro turno.

- Mas ela não é a candidata do governo? E o presidente atual não é aquele que sequestrou as conquistas do seu antecessor, apenas colhendo os frutos do que outros fizeram? Imagino que ele deva ser muito impopular...

- Aí é que você se engana. Ele tem quase 90% de popularidade, segundo os institutos de pesquisa.

- Mas estive em outros países, aqueles que vocês chamam de desenvolvidos, e lá quem fizesse isso seria execrado como um farsante, e não louvado!

- Sim, mas aqui é o Brasil...

- Mas vocês não são todos uma mesma espécie?

- Sim, somos, mas...

- A lógica não é a mesma para todos os seres humanos?

- É, mas...

- Das duas uma: ou vocês, brasileiros, são muito estúpidos ou pertencem a uma outra espécie, diferente dos demais terráqueos. Pelo que você me disse, a noção de honestidade que vocês têm não é a mesma da do restante da humanidade.

.-Bom, mas pelo menos o líder de vocês, pelo que diz a propaganda oficial, é um estadista global, comprometido com as melhores causas da humanidade, a política externa é um sucesso, o País é finalmente respeitado no exterior...

- (interrompendo) Er... Na verdade, também não é bem assim...

O marciano já se preparava para fazer outra pergunta, mas desistiu. Sem resposta, o gentil cidadão que se prontificou a explicar o Brasil ao visitante alienígena se calou, coberto de vergonha. Enquanto isso, o marciano coçava as antenas, intrigado diante do que julgou ser um mistério sem solução. Em todas as galáxias que visitara, jamais presenciou uma situação tão insólita. Voltando à sua nave, simplesmente desistiu de tentar compreender, cheio de piedade por uma espécie tão PRIMITIVA

domingo, 19 de setembro de 2010

O GRANDE SATÃ

Do Blog do Noblat

Desde o escândalo do mensalão, habilmente transformado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em caixa 2, e, pouco depois, em uma trama das elites preconceituosas, o script adotado pelo lulo-petismo para livrar-se dos crimes que comete é sempre igual.

De início, nega-se a denúncia ou alega-se ignorância, o tal “eu não sabia”. Na cena seguinte, se coletiviza o delito: “afinal todo mundo faz”. Em seguida, garante-se a apuração rápida e a punição exemplar que, dita com o tom de “doa a quem doer”, nunca vem. E entregam-se cabeças quando a barra pesa.

É sempre assim, nunca muda. Mas nada é tão recorrente quanto jogar a culpa dos malfeitos na mídia.

Do filme de 2004 que expõe o ato de extorsão de Waldomiro Diniz às denúncias das propinas mensais regiamente ofertadas a parlamentares, feitas pelo então aliado Roberto Jefferson (PTB), tudo de ruim que acontece no seio do governo Lula foi e é engendrado pela grande imprensa.

Esse satã cuja única missão é impedir a eleição de Dilma Rousseff já no primeiro turno, ferindo o brilho do grand finale de Lula, o presidente mais popular que o país já teve.

Sendo assim, é da imprensa a responsabilidade da quebra do sigilo fiscal de milhares de brasileiros, entre eles os de familiares do candidato da oposição.

Como já era puro golpismo jornalístico a existência do caseiro Francenildo, arrombado em seu sigilo bancário por asseclas do então ministro Antônio Palloci, hoje um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff. É também obra dos jornalistas anti-Lula as tramóias dos filhos da recém defenestrada ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

Como a desfaçatez não tem mesmo limites, a grande imprensa é o mal em si só quando a conveniência assim o dita. E enche-se de credibilidade quando é para mostrar os feitos do governo.

Chega a ser patético ver os mesmos que criticam a mídia aplaudir o programa eleitoral de Dilma na TV. Ali, usa-se e abusa-se das manchetes do Estadão e da expressamente odiada Folha de S. Paulo, jornal que inspirou dilmistas digitais a fazerem pelo menos dois grandes movimentos orquestrados no twitter. Ainda que bem humorada, a mobilização “#meentrevistafolha” tem um só objetivo: tentar ridicularizar o jornal.

Há de se perguntar por que os marqueteiros da candidata oficial preferem usar manchetes da Folha às dos blogs governistas que se auto-entitulam como progressistas. Ou por que o coordenador da campanha de Dilma e assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Lula, Marco Aurélio Garcia, prefere bradar raivosamente que a grande imprensa não deu bola para as denúncias da revista Carta Capital ao invés de usá-las.

Se a denúncia é quente, tem lastro e a revista tem crédito, por que não incluí-la nos mais de 10 minutos de horário gratuito que a candidata oficial tem na TV, corrigindo assim a danada da imprensa golpista?

Não o fazem porque não há lógica alguma que sustente o discurso da demonização da mídia. É só uma boa brincadeirinha que serve aos companheiros pagos e de cola para os militantes crédulos. Um falatório barato para dizer que a maléfica grande imprensa está a serviço de alguma força oculta, etérea, que o governo Lula adora chamar de elite.

Mas que elite? Emissoras de TV e de rádio, jornais e revistas de circulação nacional estariam, todas eles, conspirando contra o presidente? Agiriam contra Lula e sua candidata – que bate recorde atrás de recorde na arrecadação de campanha - os bancos, os grandes investidores estrangeiros e nacionais que se deliciam com as benesses do governo, nunca antes tão fartas?

Quais seriam mesmo as forças retrógadas a apoiar os jornalões e a grande imprensa, se os Sarneys, Collors e Jaders estão todos com Lula? Quais e quem seriam os beneficiários de uma derrota de Dilma?

Onde está esta gente tão poderosa que consegue financiar toda a mídia e ao mesmo tempo é tão incompetente que não é capaz de convencer mais de 4%?

A história não se faz em um mandato ou dois, muito menos em uma eleição. Mais cedo ou mais tarde corpos bóiam, crimes aparecem, máscaras caem. Afinal, como consagrou com toda a sapiência o presidente norte-americano Abraham Lincoln “pode-se enganar a todos por algum tempo, pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo".



Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa

RELAXA E GOZA


DIRETO DO BLOG DO DIOGO MAINARDI

Excesso de José Dirceu

“No fim, Dirceu voltou a tratar da imprensa. Ele antecipou que pretende dizer o seguinte, quando Dilma estiver eleita: ‘Ó, não adiantou nada. Estamos aqui mais quatro anos’. Dirceu está certo. Ó, não adiantou nada”

O problema do Brasil é o excesso de liberdade da imprensa. Quem disse isso, em outras palavras, durante um encontro com sindicalistas baianos, foi José Dirceu. Eu digo o contrário. Eu digo que o problema do Brasil é o excesso de liberdade de José Dirceu.

Duas semanas atrás, em sua página no Twitter, Indio da Costa publicou uma fotografia que resume perfeitamente o excesso de liberdade de José Dirceu. Ele está no Rio de Janeiro, na pista do Aeroporto Santos Dumont, embarcando num jato particular, um Citation 10 com o prefixo PT-XIB. O excesso de liberdade da imprensa permite indagar quem sustenta o excesso de liberdade de José Dirceu.

O plano de José Dirceu para eliminar o problema do excesso de liberdade da imprensa tem duas partes. A primeira parte é a montagem de um sistema estatal que controle a atividade das empresas jornalísticas e que puna qualquer tentativa de fazer aquilo que ele chamou de “abuso do poder de informar”. Isso mesmo: Conselho Federal de Jornalismo. Isso mesmo: Ancinav. Isso mesmo: Confecom.

A segunda parte do plano de José Dirceu é aliar-se a empresários do setor da imprensa exatamente como o PT se aliou a José Sarney e a Renan Calheiros no Congresso Nacional. “O momento histórico que estamos vivendo”, segundo José Dirceu, é ruim para o “movimento socialista internacional”. Por isso, em vez de tentar fazer seu próprio jornal, o PT deve continuar negociando com alguns grandes grupos. Na prática, isso significa garantir o excesso de liberdade do bispo Edir Macedo e da Rede Record.

No mesmo encontro em que apresentou seu plano para eliminar o excesso de liberdade da imprensa, José Dirceu apresentou também seu plano para a reforma política. De acordo com ele, é necessário duplicar ou triplicar imediatamente a quantidade de dinheiro público destinada aos partidos. Ele advertiu que, sem esse dinheiro, o PT prosseguirá com suas práticas de “caixa dois, corrupção, nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento e tráfico de influência”.

José Dirceu disse que, no poder, o PT valorizou o servidor público. Claro que é verdade: o filho de Erenice Guerra valorizou-se, o outro filho de Erenice Guerra valorizou-se, o irmão de Erenice Guerra valorizou-se, a irmã de Erenice Guerra valorizou-se. José Dirceu falou até sobre a saúde de Dilma Rousseff, desmentindo o que ela própria diz sobre o assunto: “Ela passou por um câncer. E sente muito isso ainda”.

No fim de seu encontro com os sindicalistas baianos, José Dirceu voltou a tratar da imprensa. Ele antecipou que pretende dizer o seguinte, quando Dilma Rousseff estiver eleita: “Ó, não adiantou nada. Estamos aqui mais quatro anos”.

José Dirceu está certo. Ó, não adiantou nada.

Por Diogo Mainardi

sábado, 18 de setembro de 2010

UMA PIADA PARA ROBIN WILLIANS

Do Blog do Danilo Gentili

Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.

Esses dias Robin Willians falou: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".

Eu ri!

Advogados, autoridades e populares manifestaram suas revoltas nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quando o sequestro, a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição acontece na vida real bem debaixo dos nossos narizes. Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.

A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade. Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo a verdade não diverte. Assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Ao contrário! Demonstram ser verdadeiros tolos, dando a nós, um povo de baixa-estima, a sensação que somos superiores a eles. Adoramos isso! Odiamos mesmo o cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente. Pro brasileiro isso é como o alho pro vampiro. Esse cara merece ser execrado. Brasileiro odeia a verdade.

O brasileiro é uma gorda de 300 kilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercicio dá muito trabalho. É mais fácil ir no shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fábrica de manteiga é a Barbie só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É tão gorda que a Endoscopia dela vai ter que ser uma produção de Steven Spielberg!". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha. Ameaça. Processa. Porque, embora ela tentou se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.

Ao invés de dizer que Robin Willians tem dor de corno, o prefeito do Rio devia primeiro cuidar da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.

Advogados que já são alvos de piadas por outros motivos deveriam evitar pegar um caso onde se processa um humorista por uma piada. Na verdade, no caso do Robin Willians ao invés de processo deveriam enviar pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpiadas se não for roubado pelo taxista será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaíca do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”? A.. E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa no que o político que ele vota faz”?

Muitas são as piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil o suficiente para se incomodar com piada, não seja injusto e agradeça Robin Willians porque ele só fez aquela.

E depois brasileiro se acha no direito de fazer piada dizendo que o Português é que é burro.

OBS: Meia hora depois de escrever isso, enquanto procurava uma lan-house aqui no Rio para revisar o texto desse post me deparei com outra piada fácil! E se você reparar bem na foto vai ver que tem gente rindo porque um traficante botou fogo no ônibus! Mas deixa o Robin Willians fazer piada disso pra ver alguém dá risada...

DIRETO DO BLOG APOSENTADO INVOCADO

Do blog aposentado retardad, digo, invocado

FONTES INFORMAM,QUE A REUNIÃO DE MERVAL PEREIRA E REINALDO AZEVEDO NO CLUBE MILITAR E DE SERRA NO CLUBE DA AERONÁUTICA,SÃO PARA PREPARAR
UM GOLPE MILITAR COM O APOIO DAS ORGANIZAÇÕES GLOBO , EDITORA ABRIL , O ESTADO DE SÃO PAULO , A FOLHA DE SÃO PAULO E TODAS AS EMISSORAS DE TELEVISÃO DO PAÍS.
É SABIDO QUE WILIAM BONNER , FÁTIMA BERNARDES E CARLOS NASCIMENTO FORAM CONVOCADOS PARA A MONTAGEM DE UM GRANDE JORNAL CONJUNTO DA REDE GLOBO E OUTRAS EMISSORAS PARA INFORMAR O GOLPE DE ESTADO E SEUS MOTIVOS.
OS CLUBES MILITARES APOIADOS POR SEUS SÓCIOS GOLPISTAS JÁ PREPARARAM UMA DECLARAÇÃO CONJUNTA.
OS EUA JÁ FORAM AVISADOS E SUA IV FROTA RUMA PARA O LITORAL DO BRASIL ONDE SE ESTABELECERÁ NA REGIÃO DO PRÉ-SAL.
COMPANHIAS NORTE-AMERICANAS SERÃO AQUINHOADAS COM AS RESERVAS PETROLÍFERAS BRASILEIRAS.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO INICIOU CONVERSAS COM OS ALIADOS DO PSDB , O DEMOCRATAS E O PPS PARA A FORMAÇÃO DE UM GOVERNO DE CRISE.
LULA , DILMA , DIRIGENTES DO PT E TODOS OS BLOGUEIROS QUE APÓIAM A CANDIDATA DILMA ROUSSEFF E O PRESIDENTE LULA SERÃO PRESOS INCOMUNICÁVEIS.
A TV GLOBO SERÁ A ENCARREGADA DE MUNICIAR O POVO BRASILEIRO COM AS NOTÍCIAS DO GOLPE E SEUS MOTIVOS.
O GOVERNO HONDURENHO SERÁ RECONHECIDO IMEDIATAMENTE.
CABERÁ ÀS FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS ELABORAR , COM RAPIDEZ , UM PLANO DE ATAQUE À BOLÍVIA E À VENEZUELA.
OS EUA JÁ ESTÃO PRONTOS PARA ENVIAREM 500 AVIÕES DE CAÇA F18 PARA USO IMEDIATO E TODO O ARMAMENTO NECESSÁRIO PARA A TOMADA DOS DOIS PAÍSES.
SERRA E FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DISCUTEM RISPIDAMENTE PORQUE FHC ASSUME A PRESIDÊNCIA E ALIJA SERRA DO GOVERNO DE INTERVENÇÃO.
SERGIO GUERRA ASSUME O MINISTÉRIO DA DEFESA E SERRA ACEITA , DEPOIS DE MUITA DISCUSSÃO , O MINISTÉRIO DA SEGURANÇA.
MARINA SILVA É CONVIDADA PARA ASSISTIR OS COMBATES PARA QUE TUDO TRANSCORRA SEM AGRESSÃO AO MEIO AMBIENTE.
ÁLVARO DIAS E ARTHUR VIRGÍLIO SÃO NOMEADOS INTERVENTORES DE SEUS ESTADOS E COMEÇAM AS PRISÕES DE ALIADOS DE DILMA.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO , DO ALTO DE SUA SABEDORIA , ACREDITOU QUE SERIA O PRESIDENTE E SENTA NA CADEIRA PRESIDENCIAL NO PALÁCIO DO PLANALTO , MAS É SURPREENDIDO COM O GOLPE , OS MILITARES , ASSIM COMO EM 1964 , JÁ TINHAM O SEU PRÓPRIO PRESIDENTE , O GENERAL TORRES MELO , QUE ASSUME A PRESIDÊNCIA POR UM PERÍODO INDETERMINADO QUE VAI ATÉ A SUA MORTE.
OS CLUBES MILITARES DÃO LOAS AO NOVO GENERAL PRESIDENTE E LOGO APÓS O PAÍS CAI NA IGNORÂNCIA , NA CORRUPÇÃO , NA TIRANIA , NO FIM DOS DIREITOS HUMANOS E , PRINCIPALMENTE , NA POBREZA , POR SÉCULOS.

Acredite, se quiser.

DIRETO DO BLOG DA DILMA

Não querem só calar Carta Capital. Querem matá-la

Autor: Daniel Bezerra editor geral
Brizola Neto: Os donos da grande mídia no Brasil adoram montar seminários para dizer que a liberdade de imprensa está ameçada no país. Seus argumentos são ridídulos e nem mesmo eles acreditam nisso, tanto que ousam as maiores irresponsabilidades com a certeza de que nada lhes acontecerá. Jornalistas estrangeiros, que trabalham em veículos respeitáveis, afirmam que o Brasil desfruta de uma liberdade de imprensa difícil de ver em outros lugares.
Se alguém acredita no apreço que esse grupo tem pela liberdade de imprensa ,veja o que acontece agora, quando a revista Carta Capital é intimada por ofício da procuradora eleitoral Sandra Cureau a apresentar a relação da publicidade e dos valores recebidos do governo federal em 2009 e 2010. Ninguém deu um pio. Pior ainda, nem uma linha. O assunto só circulou na blogosfera, já que a grande mídia tenta aparentar que Carta Capital não existe.
Se tal medida fosse tomada em relação à Veja ou Folha de S.Paulo, por exemplo, todos os jornais estariam escrevendo editoriais, o instituto Millenium já teria convocado o Reinaldo Azevedo e o Jabor para bradarem contra censura e o totalitarismo no país e a Sociedade Interamericana de Imprensa alardearia o fato além das nossas fronteiras.
É claro que dessa turma não podemos esperar nada. Mas temos que exigir que a sociedade e principalmente os órgãos de classe se manifestem. Cadê a Associação Brasileira de Imprensa? Onde estão os sindicatos de jornalistas? A Ordem dos Advogados do Brasil? É preciso denunciar a tentativa de censura que fazem a um veículo da imprensa brasileira que ousa desafiar a voz comum e pratica um jornalismo de personalidade e qualidade únicos.
Disse mais cedo: quem cria um estado de intimidação e vassalagem no Brasil não é o Estado, mas o statablishment, o poder empresarial.
Mino Carta, diretor de redação da Carta Capital, não pode ficar se defendendo sozinho, embora tenha talento bastante para isso, como ao responder a Bob Fernandes, do Terra Magazine, sobre a intenção do ofício da dra. Cureau. “A senhora Cureau entende que nós somos comprados pelo governo federal, via publicidade. Se ela se dedicasse, ou se dedicar, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revista, e outros órgãos da mídia verificaria, verificará, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que Carta Capital.”
E ainda completou: “Aliás, me ocorre recordar que durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, dito FHC, fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade do governo federal. E a pergunta que faço é a seguinte: então, alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso? Ninguém considerou esse fato estranho? Uma revista de alcance nacional não receber publicidade alguma enquanto todas as demais recebiam?”
A indagação de Mino Carta é óbvia. Se hoje a grande mídia busca silenciar Carta Capital, no governo dos tucanos ela tinha o apoio do governo para isso. Não só silenciá-la, mas se possível asfixiá-la economicamente até a morte.
Mas enganam-se. Em pouco tempo, se houver uma ação aguda de um governo comprometido com a liberdade de informação, e a internet chegar à toda a população, eles estarão reduzidos ao monopólio do…. nada…
Escrevam o que digo, vamos enfrentar uma batalha pesadíssima no Congresso para abrir a internet a todos os brasileiros. Os “donos” da informação farão de tudo – como vocês já viram que eles são capazes – para, em nome de sua arrogância empresarial, continuarem negando ao povo brasileiro o direito de saber a verdade.

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SOMOS TAPADOS?

Creio que depois de tantas notícias de corrupção, as pesquisas eleitorais devem mudar um pouco o quadro político.

Brincadeirinha, quem liga para notícias de corrupção? Nós, os eleitores, com certeza não damos a mínima e nem entendemos o que vem a ser isso de casa civil, Guerra sei lá o que, MTA e um monte de baboseiras que não vai mudar minha vida em porcaria nenhuma.
Afinal já recebemos bolsa tudo, vale transporte, vale refeição, vale gás, e outros benefícios que o governo nos dá, se a gente quiser, não precisamos nem trabalhar.
Eles roubam, mas fazem. Viva o PT, viva a Dilma, viva Luiz Inácio da Silva, mais conhecido como LULA.
Em tempo: Esse papo é sério, escutei de um boca aberta na padaria hoje de manhã.
Resposta da pergunta do título do post: sim, somos boçais.

DIRETO DO BLOG DO REINALDO

Sempre que o presidente do PT fala, a lógica se espanta

Num comício em Campinas, interior de São Paulo, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou, referindo-se à oposição:

“[são] falsos defensores da liberdade que acusam o senhor [Lula] de governar em cima de palanques, mas eles sentem falta dos que governavam em cima de tanques”.

Bobalhão! Zé Mané!

As pessoas que estão hoje na oposição ajudaram a construir a democracia mais do que as que estão na situação. O partido do sr. Dutra votou contra Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, expulsou os três deputados do partido que votaram a favor e se saiu com a desculpa de que só aceitava eleições diretas.

Vamos ser claros, não? A disputa era entre Paulo Maluf e Tancredo Neves. E o PT decidiu se abster. Verdade ou mentira?

“Ah, mas o sindicalista Lula foi importante para fraturar o regime…” Nunca ninguém lhe negou o seu papel, mas a democracia que temos foi fruto dos que investiram na reconstrução das instituições. Eleito deputado, a sua única grande obra foi acusar a existência de 300 picaretas no Congresso. Os comícios das diretas, que tornaram popular a causa, foram obra de governadores da oposição — que não eram do PT.

Bem, então poderíamos comparar biografias: a de Dilma, candidata do PT, e a de Serra, da oposição. Dilma, militante comunista, queria ditadura, não democracia. Se era contra os tanques no Brasil, era a favor dos tanques na União Soviética, em Cuba e onde mais se espalhasse o horror. E, como nunca fez um mea-culpa, deixa claro que considera ter feito o certo até hoje.

Dutra foi além:
“Estão tentando construir uma farsa para impedir o que o povo brasileiro já decidiu. Não adianta farsa, nem armação. Não adianta produzir manchetes contra nós”.

Produzir manchetes? Quer dizer que manchetes derrubam a ministra mais poderosa do governo? Foram as manchetes que empregaram toda a família de Erenice no governo? Foram as manchetes que fizeram brotar dinheiro vivo na Casa Civil?

Segundo a Folha Online, Dutra ainda chamou de “cabra” o consultor Rubnei Quícoli — que acusa o filho da ex-ministra Erenice Guerra, Israel, de cobrar propina para viabilizar negócios no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) — e disse que é de ficar indignado que se dê crédito para alguém que já respondeu por crimes diversos.

Epa! A ficha criminal de Quícoli é ao menos conhecida. A de Dilma foi trancada num cofre. Quem abriu as portas do palácio a alguém com aquela ficha? Certamente candidatos a ter uma folha corrida maior do que a dele, por crimes mais graves. E só para lembrar: Dilma não foi presa porque brincava com bonecas. Brincava com armas. Pertenceu a movimentos terroristas que mataram inocentes. A hipocrisia brasileira, inclusive de setores da imprensa, poupa-a de sua história, relevando só a heroína torturada — e é um absurdo que o tenha sido. Mas essa ferida o país curou, mandando torturadores para a lata do lixo moral. Ficamos com a indecência da glorificação do terror.

Chegou a hora da absoluta clareza com essa gente. Não, senhor Dutra! Quem gostava de ditadura é a sua candidata, que tem uma ficha criminal que inspira mais cuidados do que a de Quícoli. A razão é simples: ela pode ser presidente da República, ele não.

Algum petralha vê falha lógica aí? Não adiante me xingar. Isso, qualquer vagabundo faz. O meu desafio é que me contestem, Dutra inclusive. Mas ele não pode. Porque sua língua é solta para ofender, mas presa para argumentar. Aguardo contestação, vamos lá:
- provem que o PT construiu a democracia mais do que o PSDB ou outros oposicionistas à época;
- provem que Dilma sempre quis democracia;
- evidenciem que sua ficha criminal a habilita como notável democrata;
- neguem que ela tenha participado de movimentos que mataram inocentes e que tentaram infundir o pânico na sociedade como estratégia de luta política - eu chamo isso de terrorismo.

O PT poderia ganhar a eleição com 99,9999% (eu seria essa coisinha qualquer que faltaria pra os 100%), e o que escrevo aqui não seria menos verdadeiro.

Por Reinaldo Azevedo

A PUBLICAÇÃO DO PECADO

O governo Lula, diante dos escândalos, maneja a seu modo uma máxima de “Quincas Borba”, de Machado de Assis, segundo quem “o maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado”.

No caso Erenice Guerra, cujo desfecho ainda está longe – sua demissão é apenas o ponto de partida para as investigações -, o pecado, a julgar pelas declarações governistas, está tão somente na sua publicação. Ele, em si, é secundário. Segundo Dilma Roussef, não passa de um “factoide” eleitoral.

Lula repele as denúncias como “jogo baixo, rasteiro”, protagonizado por uma “elite política rabugenta” – a oposição, claro. A própria Erenice responsabilizou “o candidato aético e já derrotado”, em busca desesperada de um “fato novo”, que de novo não tem nada; é, aliás, bem velho. E as denúncias, na verdade, não vieram do comitê do PSDB, mas de empresários, achacados por lobistas em nome da Casa Civil, entre os quais o filho da ministra.

Todas as manifestações referem-se à publicação do pecado: quem está por trás e com que objetivos. Em segundo (ou mesmo em décimo) plano, o pecado propriamente dito: crime contra o Estado. Mais um. Para ele, há promessas de “rigorosas investigações”, feitas também em outras ocasiões, sem consequências.

Para o delito da publicação, há o diagnóstico definitivo de José Dirceu: excesso de liberdade de imprensa, já detectado nas conferências do PT, que recomendam como terapêutica o “controle social da mídia”, inscrito no primeiro programa de governo de Dilma, registrado no TSE, posteriormente suprimido.

O ponto central é a blindagem da candidata Dilma, mentora da ex-ministra Erenice e titular da pasta ao tempo em que os delitos ocorreram. Lula reuniu ministros para que cuidassem das declarações que fariam à imprensa, com a recomendação de desvincular Dilma de Erenice, tarefa tão difícil quanto desvincular Dilma de Lula.

Nesse caso, como no que o precedeu – o vazamento de dados de tucanos na Receita Federal -, importa a repercussão eleitoral. Parte da imprensa embarca na onda, destacando, na mais recente pesquisa do Datafolha, a preservação dos índices de Dilma, sinal de que aquele escândalo do vazamento de dados fiscais sigilosos não teve reflexo sobre os eleitores. Se não teve, perdeu importância.

O PT já fizera essa previsão. Assessores da campanha de Dilma, alheios à gravidade do delito, afirmavam que, como a maioria do povo nem ganha o suficiente para declarar imposto de renda, não estaria nem aí para questões triviais como quebra de sigilo.

Questões burguesas. O mesmo, porém, não ocorre agora. Intermediação de negócios, pagamento de comissão são coisas de assimilação mais fácil. E é isso que preocupa o governo: um delito autoexplicativo, que pode gerar desgaste perante o eleitor.

Resta então pôr em cena a estranha jurisprudência que se estabelece, já testada no caso da Receita Federal: os escândalos devem ser relativizados, pois podem servir eleitoralmente às vítimas.

Estas são criminalizadas porque, ao protestar, tornam-se beneficiárias de seus agressores. Os delitos, argumenta-se, podem ter o efeito colateral de agregar votos ao agredido (caso de Serra, no vazamento dos dados fiscais de sua filha) – e isso é suficiente para inverter a equação. Vítima vira réu – e réu vira vítima.

Protestar contra o agravo torna-se estratégia eleitoral indecente, como se a vítima o tivesse desejado – ou mesmo planejado. Ou como se não tivesse simplesmente ocorrido.

O argumento eleitoral – nos dois sucessivos escândalos - virou uma espécie de biombo, a legitimar a mágica dissolução do pecado. Delito, porém, independe de datas ou agendas. Tem vida própria. Nenhum código o relativiza em virtude de eleições ou outras efemérides. Descoberto, tem de ser apurado e punido, “doa a quem doer”, como costumam repetir Lula e Dilma.

Se vier à tona no curso da campanha e envolver uma das partes, tanto pior para ela – e tanto melhor para o eleitor, que saberá a tempo com quem está lidando. O argumento eleitoral não é atenuante; é agravante – e como tal deve ser visto e tratado.

Ruy Fabiano é jornalista

SIGAM O ELEGENDO