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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DILMA DEFENDE DECLARAÇÃO DE LULA SOBRE DEM

Do G1

Ela comparou fala do presidente com discurso de senador da oposição.
Para ela, Lula falou sobre extirpar partido em um contexto eleitoral.
Da Agência Estado


A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, tentou justificar hoje em Varginha, no sul de Minas Gerais, a reação dos adversários quanto à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o DEM deveria ser "extirpado" da política nacional.

"Tem uma diferença substantiva de quando eles falaram em acabar com a nossa raça, em 2005, numa política de extermínio. Nós dissemos que vamos tirá-los pelo voto", disse. "Foi nesse contexto, das eleições, é que o presidente falou. Tirar desse contexto é agir de má fé." Ela chamou de "golpista" a declaração, do então senador Jorge Bornhausen, porque "não estava no contexto eleitoral".

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'Precisamos extirpar o DEM da política brasileira', afirma Lula Em meio a promessas de investir na qualidade de vida das cidades médias para distribuir os benefícios do desenvolvimento e afagos de militantes e companheiros partidários, Dilma se recusou a comentar as denúncias em relação à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, sua sucessora na pasta. "Eu de fato não vou comentar mais isso. Já disse tudo o que tinha a dizer e não vou ficar sendo pautada por esse caso", declarou a candidata.

Sobre a "hegemonia do PT", Dilma disse que sempre que se toca na possibilidade dela e do partido vencerem as eleições, se faz essa colocação. "Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo, a não ser que a gente comece agora a deslegitimar vitórias conquistadas nas urnas, democraticamente, por meio de um legítimo processo eleitoral", afirmou.

Mesmo com o pé quebrado, Dilma entrou no ritmo do jingle do candidato a governador de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB), que junto com o candidato a vice, o petista Patrus Ananias, acompanhava Dilma durante comício realizado na quadra poliesportiva do Colégio Marista, onde foram recebidos por cerca de 1,5 militantes e políticos. Pimentel chegou atrasado porque, justificou, vinha de outra atividade de campanha.

Café, saúde e educação
No seu discurso, Dilma disse que vai ajudar os cafeicultores de Varginha e região a "resolverem seus problemas com o pagamento de dívidas e preços mínimos". De acordo com ela, o setor precisa de mais atenção. "Aqui bate o coração do café no Brasil e se Minas Gerais se tornasse independente seria o maior produtor de café do mundo", afirmou.

Ela prometeu reforçar o Programa Universidade para Todos (ProUni) na cidade - uma das recordistas de bolsas de estudo, com 1.207 contemplados - e criar escolas que articulem o ensino médio e ensino profissionalizante em cidades com mais de 50 mil habitantes. "Votem no Hélio Costa para governador e no Patrus para vice-governador para que Varginha e o sul de Minas Gerais possam seguir o mesmo rumo e mudar com o Brasil."

Costa prometeu fazer em Minas "o que Lula fez pelo Brasil" e destacou os compromissos de reverter a situação do Hospital Regional de Varginha - que apesar de ser estadual, estaria sendo mantido pela prefeitura local - e de tratar os professores "com mais dignidade". Já Patrus disse que hora é de multiplicar os votos. "Consolidada a vitória de Dilma é a hora da gente promover uma onda vermelha e também ganhar as eleições em Minas", afirmou.

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